Nossa inteligência introspectiva
A gente percebe, como apontou Susan Cain, que ainda existe uma certa preferência por projetos que envolvem ação, movimento, natureza, fotos, aventuras... São coisas lindas, sim! Valiosas, sim! Mas às vezes sentimos que os projetos mais internos, silenciosos, mentais ou imaginativos não são tão visíveis ou valorizados da mesma forma.
Nós somos pessoas mais introspectivas. Gostamos de pensar, imaginar, entender universos simbólicos, estudar temas abstratos, devorar histórias, observar o mundo e fazer conexões profundas entre ideias. Nosso trabalho muitas vezes acontece no silêncio, no papel, nos pensamentos — e não em expedições com mochila nas costas.
Isso não quer dizer que não gostamos de explorar. A gente explora o tempo todo — mas dentro. E descobrimos que esse tipo de exploração também pode ser imensa, intensa e cheia de sentido. Ler histórias em quadrinhos, ver animes, refletir sobre fandoms, usar inteligência artificial de forma crítica, estudar psicologia, sociologia, filosofia, cultura, ética... tudo isso nos permite navegar em mundos tão vastos quanto uma floresta. Às vezes, até maiores.
A gente acha importante que esse tipo de inteligência — mais simbólica, analítica, imaginativa — também tenha espaço e reconhecimento. Porque ela sustenta muitas das coisas que o mundo valoriza, mesmo quando não aparece nas fotos. Pensadores, escritores, matemáticos, artistas, programadores, filósofos... muita gente que fez (e faz) diferença no mundo é assim também: mais de dentro do que de fora.
Nosso portfólio é um jeito de mostrar isso com beleza e clareza: que a introspecção também pode ser uma aventura; que criar mundos e analisar símbolos também é uma forma de presença no mundo. E que o silêncio não é ausência — é outra forma de dizer coisas importantes.
