O meu portfólio e a minha história ...
Olá! Meu nome é Ana, e está foi a minha trajetória no High School na Clonlara School Off Campus ...
A minha trajetória educacional pode ser compreendida como um percurso investigativo e autoral, no qual os projetos desenvolvidos ao longo do tempo evidenciam a construção progressiva de competências cognitivas, expressivas, sociais e metacognitivas. Seu portfólio registra não apenas produções finais, mas processos de aprendizagem que revelam o amadurecimento intelectual, o refinamento técnico e a ampliação da autonomia.
Nos primeiros projetos documentados, observa-se como objetivo central o desenvolvimento da curiosidade investigativa e da capacidade de expressão pessoal. As atividades priorizavam o contato exploratório com diferentes linguagens — escrita, visual, artística e narrativa — permitindo que Ana experimentasse formas diversas de comunicação e construção de sentido. Nesse período, foram trabalhadas competências como observação, organização inicial de ideias e registro de experiências. O sucesso das propostas foi avaliado principalmente pela capacidade de Ana em engajar-se nas atividades, sustentar projetos até sua conclusão e registrar evidências de aprendizagem por meio de produções autorais. Como evidência, o portfólio apresenta registros visuais, textos espontâneos e narrativas pessoais, revelando um estágio inicial marcado pela experimentação e pelo desenvolvimento da identidade como aprendiz. A reflexão desse momento demonstra o surgimento da percepção de que aprender envolve investigar, testar e revisar ideias.
Com o avanço do tempo, os projetos passaram a apresentar maior intencionalidade metodológica e ampliação do nível de complexidade. Os objetivos de aprendizagem começaram a incluir o aprofundamento conceitual, a pesquisa estruturada e a articulação entre diferentes áreas do conhecimento. Nesse estágio, Ana passou a trabalhar competências relacionadas à organização de informações, análise crítica de conteúdos e comunicação mais estruturada de suas descobertas. Os critérios de avaliação passaram a considerar não apenas o engajamento, mas também a qualidade da pesquisa realizada, a clareza da argumentação e a coerência entre proposta e resultado. Como evidência dessa progressão, o portfólio revela projetos com maior densidade teórica, maior planejamento prévio e registros reflexivos mais elaborados. As dificuldades enfrentadas nesse período, como a necessidade de sistematizar informações e manter consistência metodológica, aparecem como elementos fundamentais para o desenvolvimento da autonomia intelectual. As reflexões produzidas demonstram crescente consciência sobre estratégias de aprendizagem e sobre a importância da organização do processo investigativo.
Em um terceiro momento, evidencia-se o surgimento de projetos caracterizados pela integração interdisciplinar e pelo protagonismo autoral mais consolidado. Os objetivos de aprendizagem passam a incluir o desenvolvimento da capacidade de síntese, da elaboração de narrativas complexas e da aplicação prática do conhecimento. Nesse estágio, Ana demonstra competências relacionadas à autoria, pensamento crítico, construção de repertório cultural e capacidade de estabelecer conexões entre diferentes campos do saber. Os critérios de avaliação incorporam a originalidade das propostas, a consistência entre intenção e execução, e a capacidade de refletir sobre o próprio percurso de aprendizagem. As evidências apresentadas no portfólio revelam aumento significativo da sofisticação técnica, maior autonomia na definição de temas e metodologias e maior segurança na exposição de ideias. As reflexões tornam-se mais metacognitivas, indicando a capacidade de analisar o próprio processo de aprendizagem e de projetar caminhos futuros.
Ao longo de toda a trajetória, também é possível identificar transformações metodológicas importantes. Inicialmente, predominavam experiências mais intuitivas e exploratórias. Progressivamente, observa-se a incorporação de planejamento estruturado, registro sistemático e análise crítica dos resultados. Essa evolução evidencia não apenas o desenvolvimento de habilidades acadêmicas, mas também o fortalecimento da autonomia, da autorregulação e da responsabilidade sobre o próprio aprendizado.
De forma longitudinal, o portfólio da Ana demonstra claramente a passagem de uma aprendizagem predominantemente exploratória para uma aprendizagem investigativa, reflexiva e autoral. Esse percurso evidencia o crescimento técnico, o aumento da complexidade cognitiva e a consolidação de uma identidade intelectual própria. Mais do que registrar produções, o portfólio revela uma narrativa de formação, na qual cada projeto funciona como etapa de um processo contínuo de construção de conhecimento e desenvolvimento pessoal.
E esta é a minha história ...
Desde que me lembro, desenhar sempre foi minha maneira favorita de me expressar. Quando criança, passava horas recriando personagens, cenários e histórias com lápis e papel. Meu amor pela Fanart e ilustração cresceu junto comigo e, com o tempo, percebi que queria transformar essa paixão em carreira.
Minha educação na Clonlara School Off Campus me deu a liberdade de explorar e aprofundar esse interesse. Como unschooler, desenvolvi uma abordagem autodidata, mergulhando de cabeça em técnicas de desenho, teoria das cores e ferramentas digitais como Infinite Painter, Ibispaint e Photoshop. Sou extremamente organizada e disciplinada, dedicando horas diárias à prática e ao aprimoramento das minhas habilidades.
Ao longo da minha jornada, tive a oportunidade de realizar alguns projetos que marcaram minha trajetória e compartilhei todos nos meus Blogs:
https://nossobaudememorias.blogspot.com/
https://clubedeliteraturainfantojuvenil.blogspot.com/
https://meugabinetedemaravilhas.blogspot.com/
Sou inspirada por artistas como Sarah van Dongen, Kate Sutton e Camilo Castanho Quinchia, que influenciam meu estilo artístico, caracterizado pelo cartum. Minha criatividade é alimentada por moodboards no Pinterest, onde reúno referências para composições e paletas de cores. Quando me sinto bloqueada, recorro a exercícios criativos que aprendi em cursos da Doméstika, além de caminhadas, momentos de contemplação na janela do meu quarto com vista para a natureza, e brincadeiras com meus pets.
Além de criar, gosto de colaborar e interagir com outros artistas iniciantes. Participo de fóruns no Discord e nos cursos da Doméstika, interajo no Instagram, TikTok e na rede Cara, e estou me preparando para ingressar no DeviantArt e Behance. Também dou apoio a amigos ilustradores em suas redes sociais, acreditando que a troca de experiências enriquece a todos.
Um marco importante na minha trajetória foi criar minha própria marca, @ninhaencantada, ou Ninha Tenda Encantada. Meu foco atual é o mundo das fanarts, e estou me organizando para abrir uma lojinha na Etsy, onde pretendo personalizar produtos com minhas ilustrações. Sonho trabalhar com empresas que compartilhem meus valores de sustentabilidade e criatividade.
Além das ilustrações, desenvolvi habilidades complementares, como a pirografia e a costura. Costurei almofadas para a nossa casa e bonecos de tecido como presentes para os netos de um casal amigo da família, e continuo explorando novas formas de arte. Também me dedico a melhorar minha escrita, usando a inteligência artificial, para comentar nas redes sociais e enriquecer o blog do meu clube de estudos na Clonlara School Off Campus.
Minha meta acadêmica é ingressar no curso de graduação tecnólogo em Design Gráfico na Universidade Cruzeiro do Sul, onde pretendo aprofundar conhecimentos em identidade visual, design editorial e marketing digital, sempre mantendo minha essência artística.
Minha jornada até aqui me ensinou a importância de ser proativa, organizada e comprometida com meus objetivos. Cada projeto, estudo ou interação criativa reflete não só minha paixão por ilustrar, mas também minha determinação em construir uma carreira que transforme o mundo com arte e sensibilidade.
A importância do desenho na minha vida
A tela do meu tablet brilha no escuro do quarto. Meu traço desliza pelo vidro, transformando linhas soltas em personagens cheios de expressão. Por anos, o desenho foi meu refúgio, meu jeito de dar forma ao que eu sentia quando as palavras falhavam. Mas não foi apenas uma paixão – foi a ferramenta que me ajudou a superar desafios e entender meu lugar no mundo.
Desde pequena, enfrentei dificuldades para me expressar verbalmente. A comunicação parecia um enigma, e muitas vezes, o que eu queria dizer ficava preso dentro de mim. O desenho, no entanto, me ofereceu um meio de comunicação onde não existiam regras rígidas ou julgamentos. Foi através da arte e Fanarts que aprendi a contar histórias, a transmitir emoções e a construir um universo onde eu me sentia compreendida.
Mas minha jornada não foi só sobre criatividade. Cresci em meio a desafios reais. Vi minha avó materna definhar aos poucos por causa do câncer. Enfrentei a hostilidade de uma meia-irmã que, em vez de laços, criou feridas. E quando a pandemia chegou, trazendo incertezas, precisei encontrar uma forma de me ancorar. Foi no desenho que encontrei essa estabilidade. Enquanto o mundo parava, eu me dedicava a aprimorar minha arte, estudando traços, cores, apps e narrativas visuais. Transformei a solidão em produtividade, postando meus trabalhos online e encontrando uma comunidade que compartilhava da mesma paixão.
O momento mais desafiador, no entanto, veio quando minha mãe foi diagnosticada com câncer de mama. O medo de perdê-la era avassalador, mas, de alguma forma, essa experiência me tornou mais forte. Passei a ajudá-la no dia a dia e, ao mesmo tempo, continuei desenhando – não apenas para mim, mas para ela também. Meus traços, que antes eram apenas uma válvula de escape, passaram a ter outro propósito: confortar, inspirar e trazer leveza para os dias difíceis.
Hoje, vejo meu desenho como mais do que um hobby. Ele é uma ferramenta poderosa de comunicação e conexão. Quero aprimorar essa habilidade, explorando a interseção entre arte e marketing digital para impactar outras pessoas. O universo acadêmico me dará os recursos para expandir essa visão, aprofundando meu conhecimento sobre direitos autorais, narrativa visual e estratégias digitais.
Minha jornada ao longo do High School me ensinou que a arte tem o poder de transformar, de criar pontes entre mundos internos e externos. E é isso que quero levar para a universidade: minha capacidade de contar histórias através da ilustração, minha resiliência e minha vontade de deixar uma marca – não apenas no papel, mas na forma como as pessoas se conectam com o que eu crio.


