O meu High School e a minha história ...
Olá! Meu nome é Ana, o meu currículo foi todo organizado por projetos, com a ajuda da minha mãe Raquel, da IA e da minha advisor Priscilla. Essa foi a minha trajetória no High School na Clonlara School Off Campus ...
Olhando para o que produzi ao longo do High School, consigo ver três momentos bem distintos — não como etapas de um plano, mas como fases naturais de quem está descobrindo o próprio trabalho.
No começo, eu explorava. Experimentei linguagens — ilustração digital, escrita, narrativa visual — sem medo de errar. O que importava era criar uma marca própria, registrar o que eu sentia, testar o que conseguia fazer. Foi nessa fase que nasceu o projeto @ninhaencantada e os primeiros registros visuais que você vê aqui.
Depois, eu fui ficando mais intencional. Os projetos começaram a ter pesquisa, planejamento, conexões entre áreas. Aprendi design gráfico, me aprofundei em teoria das cores, comecei a pensar em coerência visual. As dificuldades desse período — organizar informações, manter consistência — foram exatamente o que me fez crescer.
Mais recentemente, o trabalho ficou mais autoral. Sei o que quero contar. Sei escolher referências, combinar técnicas, criar uma sequência visual que tenha ritmo. Mas, mais do que isso: consigo olhar para o que produzi e entender por que funciona — ou por que não funciona. Isso é o que mais me orgulha.
E esta é a minha história ...
Desde que me entendo por gente, o desenho foi meu jeito favorito de existir no mundo. Quando criança, passava horas recriando personagens, inventando cenários, dando vida a histórias com lápis e papel. O que começou como brincadeira foi crescendo junto comigo — e foi sendo moldado pelas coisas que eu vivi.
Não foi uma trajetória fácil. Vi minha avó definhar por causa do câncer. Passei pela pandemia — aquele tempo estranho em que o mundo parou mas, de alguma forma, eu precisava continuar. E quando minha mãe foi diagnosticada com câncer de mama, o medo foi avassalador. Mas foi nesses momentos que o desenho mostrou seu valor real: não era só uma paixão. Era um modo de atravessar.
Minha educação na Clonlara School Off Campus me deu liberdade para aprofundar isso. Como unschooler, construí uma rotina autodidata de prática diária — mergulhando em técnicas de desenho, teoria das cores, ferramentas digitais como Infinite Painter, Ibispaint e Photoshop. Uso também inteligência artificial como ferramenta de pesquisa e aprendizado — para explorar referências, testar composições e ampliar meu repertório visual.
Sou inspirada por Sarah van Dongen, Kate Sutton e Camilo Castanho Quinchia. Meu estilo é cartum — expressivo, colorido, cheio de personalidade. Moodboards no Pinterest alimentam minha criatividade; cursos na Doméstika me deram vocabulário técnico; caminhadas, a vista da janela do meu quarto e os meus pets me devolvem quando trava.
Criei minha marca, @ninhaencantada, e o meu foco atual é o universo das fanarts. Estou organizando uma lojinha na Etsy e quero, em breve, ingressar no curso de Design Gráfico — para aprofundar identidade visual, design editorial e marketing digital sem perder minha essência.
Este blog é o registro vivo dessa jornada. Não só o que eu produzi, mas como aprendi a produzir — e quem me tornei no caminho.




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