Capstone Project

2028 - Ano 4: CAPSTONE SYNTHESIS 

Crédito total do ano: 1 crédito

Horas por semana: 3 a 4 horas


1) A criação da minha marca

Documentação https://docs.google.com/document/d/113d0Aw_vZjg9hiXkWt81Z2xXWvhTU7TWJcqCKuA5ZO4/edit?usp=drivesdk

Website https://ninhaencantada.blogspot.com/


2) EBOOK: QUIETUDE & RESISTÊNCIA

EBook https://docs.google.com/document/d/1Lp1jKsznm_zL3TI_h7rWZr3u5tDNhZP-wXcSvqYTbCg/edit?usp=drivesdk

Slide https://docs.google.com/presentation/d/1VRRhKcR6jS5M9qqRGVxTe8AAnQFGsF2VOjvcdL08WOY/edit?usp=drivesdk

Podcast https://drive.google.com/file/d/1Tnjfcz_H_klwH72TMAlsz-QEUM12kLh-/view?usp=drivesdk


3) Exposição virtual: O Fandom em Diálogo com a IA

Link da Exposição virtual: https://exposicaofandomia.blogspot.com/


Eixo Central: A dualidade da criação contemporânea

O meu Capstone Project não é a soma de três iniciativas distintas; é a construção de uma identidade artística consciente que articula criação autoral, reflexão estética e investigação cultural a partir de um mesmo eixo: a relação entre imagem, liberdade e sentido no mundo contemporâneo.

No projeto de design gráfico, ao criar a minha própria marca como ilustradora — @ninhatendaencantada — não estou apenas desenvolvendo um logotipo ou uma identidade visual. Estou investigando como uma artista se posiciona no mundo. Definir paleta, tipografia, traço, tom de comunicação e público-alvo implica responder perguntas fundamentais: que universo simbólico quero habitar? Que valores minha estética comunica? Que narrativa sustenta minha produção? Aqui, o design deixa de ser técnica isolada e se torna linguagem estratégica. A marca é, ao mesmo tempo, produto e manifesto visual.

O EBOOK “Quietude & Resistência” aprofunda essa mesma investigação em outra dimensão. Se a marca organiza a minha identidade pública de artista, o livro revela a minha dimensão poética e filosófica. As ilustrações em aquarela, giz pastel e meio digital evidenciam domínio técnico em diferentes suportes e demonstram pesquisa de materialidade, textura e atmosfera. O prólogo explicita um posicionamento crítico diante da educação, da liberdade e da construção de sentido — temas que dialogam diretamente com a ideia de resistência cultural e autonomia intelectual. Não se trata apenas de ilustrar um texto, mas de articular palavra e imagem como experiência estética integrada. O livro funciona como corpo conceitual da marca: ele oferece densidade teórica e sensibilidade autoral ao universo visual que eu tento construir.

Já a exposição virtual “O Fandom em Diálogo com a IA”, desenvolvida com Davi, amplia o eixo para uma dimensão contemporânea e investigativa. Aqui, desloco o foco da criação autoral individual para a análise das culturas participativas, das narrativas de fandom e das interações entre criatividade humana e inteligência artificial. A exposição demonstra capacidade curatorial, pensamento crítico e leitura cultural do presente. Ao trabalhar com plataformas digitais e linguagem multimídia, também exercito competências essenciais ao design gráfico contemporâneo: organização de informação, hierarquia visual, narrativa interativa e experiência do usuário.

O eixo comum entre os três projetos é claro: a imagem como território de expressão, reflexão e diálogo cultural. No primeiro projeto, a imagem constrói identidade profissional. No segundo, constrói interioridade e posicionamento filosófico. No terceiro, analisa e problematiza a produção imagética coletiva na era digital.

Pedagogicamente, esse percurso revela coerência e progressão. Há desenvolvimento técnico (uso de diferentes mídias, construção de identidade visual, design digital), desenvolvimento conceitual (reflexão sobre liberdade, educação, resistência cultural) e desenvolvimento crítico (análise do fandom e da IA como fenômenos culturais). O processo evidencia a relação entre objetivo, prática e reflexão: criar, interpretar e contextualizar imagens.

Assim, o meu Capstone Project pode ser compreendido como uma investigação autoral sobre como a arte visual se torna espaço de autonomia — pessoal, estética e cultural. A marca afirma a minha voz. O livro aprofunda a minha visão de mundo. A exposição me insere em um debate contemporâneo mais amplo.

O resultado não é uma coleção de interesses dispersos, mas um percurso coeso que demonstra maturidade artística, consciência crítica e competência técnica compatíveis com um Endorsement in Arts, com ênfase consistente em Design Gráfico como formação técnico-profissionalizante.